quinta-feira, 6 de maio de 2010


Perdição



Querer alguém é tão forte, tão inerente às vezes, que nos transforma em marionetes.

A mercê desse causal nos sujeitamos a situações que a própria razão desconhece.
Seguimos o curso desse mar de paixão infrene sem se dá conta que a canoa ruma ao precipício.

O que move nos cega. Nos cega de tal maneira que já não nos importamos com os remos,
não vemos o óbvio; e o gozo dessa felicidade clandestina alimenta a fraqueza da carne.

Carne fraca que somos.
Obra do Acaso



Deixo-me levar por estas linhas; meu corpo está inerte, mas meus pensamentos divagam.

Ao longe sigo sem rumo como uma folha solta ao vento. A origem destes vão se perdendo.

Não tente decifra-los! É inútil a sua busca, e mesmo que pudesses desvendá-los, Estes já não seriam mais arte, Pois,cairiam no tédio da racionalidade

E Nietzshe bem o sabe....

Abençoada e divina inconsciência que me permite uma fuga para além dos olhos da vil razão e que concede o único instante em que me comprazo Longe da consciência delimitada.