Perdição
Querer alguém é tão forte, tão inerente às vezes, que nos transforma em marionetes.
A mercê desse causal nos sujeitamos a situações que a própria razão desconhece.
Seguimos o curso desse mar de paixão infrene sem se dá conta que a canoa ruma ao precipício.
O que move nos cega. Nos cega de tal maneira que já não nos importamos com os remos,
não vemos o óbvio; e o gozo dessa felicidade clandestina alimenta a fraqueza da carne.
Carne fraca que somos.
Obra do Acaso
Deixo-me levar por estas linhas; meu corpo está inerte, mas meus pensamentos divagam.
Ao longe sigo sem rumo como uma folha solta ao vento. A origem destes vão se perdendo.
Não tente decifra-los! É inútil a sua busca, e mesmo que pudesses desvendá-los, Estes já não seriam mais arte, Pois,cairiam no tédio da racionalidade
E Nietzshe bem o sabe....
Abençoada e divina inconsciência que me permite uma fuga para além dos olhos da vil razão e que concede o único instante em que me comprazo Longe da consciência delimitada.